quarta-feira, 29 de junho de 2011

O VIDRO, QUE VEM DA AREIA...

Era uma cena impressionante. Num raio de quase 800 metros, havia uma só gigantesca placa de vidro. Além dela, o deserto. No centro de observação os representantes oficiais do governo dos Estados Unidos.

Para os físicos, importava muito mais analisar outros efeitos da explosão da primeira bomba atômica, realizada naquele 16 de julho de 1945, no deserto de Alomogordo, no Novo México.

A transformação de areia em vidro não era segredo para os cientistas. Sabiam perfeitamente que a areia - sílica e pura - misturada a hidróxido de potássio ou a carbonato de sódio, e submetida a temperaturas de 1400º a 1600º C converte-se num líquido transparente e este ao resfriar-se e solidificar, mantém a transparência típica do vidro. A constituição da areia de Alamogordo e a altíssima temperatura que a explosão geraria eram dados suficientes para permitir que se previsse aquele estranho espetáculo.

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